
A deputada Lohanna (PV) lamentou a aprovação, nessa quarta-feira (17/12) pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), do projeto que autoriza a desestatização da Copasa. Após longa obstrução pelos parlamentares de oposição, PL 4.380/25, de autoria do governador, foi ratificado com 53 votos a favor e 19 contra. A decisão ignora a opinião da maioria dos mineiros: quase 60% rejeitam a privatização, segundo pesquisa da Associação Mineira de Municípios (AMM).
Ao longo dos últimos anos, Lohanna se posicionou firmemente contra a entrega da companhia ao setor privado. A parlamentar promoveu um abaixo-assinado que reuniu mais de 30 mil assinaturas contra a privatização e também votou contra a chamada PEC do cala-boca, que tira do povo o direito de decidir, por referendo, sobre a privatização da Copasa.
Para a deputada, o discurso do governo de “modernização” não se sustenta diante das evidências. A experiência de outros Estados mostra que onde houve privatização do saneamento, registraram-se tarifas mais altas, piora dos serviços, exclusão de famílias de baixa renda, aumento de doenças em áreas sem atendimento e até apagões e caos no abastecimento. “Privatizar significa tirar o controle dos serviços essenciais das mãos do povo e entregá-lo a empresas que só pensam em lucro”, avaliou.
Lohanna alerta que entregar serviços essenciais a empresários com foco exclusivo em rentabilidade resulta em tarifas explosivas, piora na qualidade e abandono dos mais pobres. Segundo ela, a estratégia adotada pelo governo Zema segue a velha cartilha do sucateamento estratégico, deteriorando intencionalmente o serviço para induzir a população a acreditar que a privatização é a “única saída”.
De acordo com a parlamentar, o objetivo não é melhorar o saneamento, e sim vender o patrimônio dos mineiros para cumprir uma agenda ideológica, mesmo que isso custe mais caro para a população. “A Copasa é lucrativa. Se o governo Zema não investe, não é por incapacidade financeira da empresa, mas por opção política”, destacou.
